terça-feira, 20 de março de 2012

Se tá bom pra você,

tá bom pra mim?

Reciprocidade. Muito se ouve, pouco se pratica. Ou até mesmo o que é praticado, pode não ser do melhor jeito. Mas pera aí, existe melhor jeito?
Se você me maltrata, eu te maltrato? Minha educação depende da sua? Quem dá carinho, merece a mesma coisa? Quem é debochado, merece deboche em dobro?

Não. Tecnicamente, não. Mas como responder se as vezes o tal impulso fala mais alto? Se no calor do momento algo não sai como o planejado? E aí?
Mas calma, isso não é o tipo de assunto que se discute. Deve ser mais como uma conversa de você com você mesmo, sabe? Bem no estilo filosofia mesmo...

Então conversa com você mesmo aí. Se pergunta se vale a pena parar de procurar quem não te procura. Se vale a pena ignorar quem você acha que te ignora. Você sabe dos motivos? Do que leva as pessoas a tomarem algumas atitudes? Nem eu.

Acho que se a gente soubesse, a vida não teria graça. Talvez a grande charada da vida seja mesmo a imprevisibilidade. É ela que nos move a pensar em um plano B, em outra alternativa. Todo mundo está preparado para o não? Para ouvir uma resposta contrária a que esperava, que era dada possivelmente como certeira?

Se todo mundo ouvisse as respostas que queria ouvir, nada teria nexo, graça. Já viu alguma pessoa que tem como característica a previsibilidade ser interessante? De novo, nem eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário