terça-feira, 9 de outubro de 2012

E agora, o que é que eu faço?

Interrogações pairam na minha cabeça. Flutuam, navegam, ficam, vão, retornam, se instalam, criam raízes, se multiplicam, mas raramente viram exclamações. E as poucas que viram, não são satisfatórias.
O que seria satisfatório?

Fiquei mal acostumado. Fantasio coisas que não sei se vão existir, espero alguma atitude que ninguém faça, torço por um sorriso que dificilmente receberia, aguardo um abraço que encaixe. E lá se vai um ano, dois anos, três anos... Algumas pessoas chegaram perto, é verdade. Bem perto. Mais perto do que eu achava que seria um dia, mas todos com um final que eu sempre esperava.
Tristes e distantes.

Eu sou o culpado, sei disso. Procuro por um sorriso parecido com um que já guardei, quero um abraço que me acalme como alguns que já tive e torço por uma atitude que não se encontra mais por aí... E essa busca pelo que você não sabe se existe, te faz ver que não há um sorriso igual, um abraço igual e uma atitude igual. Cada uma sempre tem as suas características, os seus defeitos e suas qualidades.

Quais dessas combinam com as minhas?

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